"Esse bosque
| ![]() |
| Morando há mais de quarenta anos no bairro de Perdizes Paulinho fez do parque da Água Branca o seu quintal. Suas alamedas e bosques são o recanto de tranquilidade por onde sempre passeou com sua esposa Elza e criou seus três filhos (Artur, Julia e Bia) em contato com a natureza. Não foi portanto sem susto que, a partir de 1981, ele viu que interesses econômicos ameaçavam descaracterizar o parque. Projetos de "modernzação" que incluiam construções de pistas de patinação, mini-shopping, estacionamentos, cobrança de entrada - entre outras propostas - tomavam corpo dentro do governo estadual que ainda previa a sua privatização. Era a hora de a comunidade local se mobilizar. E foi o que aconteceu. Foi criada a "Associação dos amigos do parque da Água Branca" que reuniu usuários e pessoas interessadas em sua preservação. As reuniões se realizavam nas casas dos moradores e Paulinho, devido ao seu acesso à impressa, logo se tornou uma espécie de porta-voz do grupo. Foram organizadas manifestações e colhidas assinaturas. Trabalho este que perdurou vários anos, visto que a ameaça sempre voltava a cada nova administração. Mas, finalmente, após intenso trabalho da comunidade há um motivo de comemoração. Em 1996 o parque da Água Branca consegue o seu tombamento definitivo pelo "Condephaat". Foi também criado o "Projeto de revitalização do parque" reunindo um grupo de profissionais liberais que, voluntariamente, planejou e efetuou trabalhos como: desassoreamento do lago, desobstruçao de esgotos, reforam do playground, criação de um novo orquidário e implantação de um novo paisagismo. O amor à natureza e à história de São Paulo congregou as pessoas a preservar o que é de todos. Graças a isso os paulistanos ainda podem desfrutar de todos os encantos desse pedaço antigo da cidade. Os bem-te-vis, sanhaços, chupins e sabiás continuam por lá. E, hoje, Paulinho pode ser visto caminhando calmamente desta vez junto aos seus netos Carlos Eduardo, Alexandre, Luiza e Vitor. |
"...No parque da Água Branca
a esperança que a gente traz
na flor que não se arranca
na árvore mansa deixada em paz"